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Equilibre Os Níveis de Bactérias Benéficas no Seu Intestino

 

Pesquisas recentes mostram que a origem de muitos transtornos relacionados ao cérebro poderia não está no cérebro, mas sim no corpo – particularmente no intestino. 

 

É por isso que otimizar a saúde do intestino e manter a estrutura e o funcionamento da barreira intestinal — a parede que separa o interior do intestino da corrente sanguínea — é fundamental. 

 
Umas das funções cruciais do intestino é impedir que substâncias estranhas penetrem na sua corrente sanguínea e atinjam órgão e tecidos vulneráveis, inclusive o cérebro. 
 
O intestino e o cérebro estão, na verdade, conectamos de forma complexa. O intestino tem impacto sobre o funcionamento do cérebro, a curto e longo prazo. 
 
 

 O QUE COMPÕE, EXATAMENTE, O MICROBIOMA HUMANO? 

 
Ele consiste em uma enorme família de mais de 100 trilhões de organismos — a maioria, bactérias que vivem no intestino —, números que superam o de células do seu corpo numa proporção de dez pra um. 
 
Hoje, sabemos que nosso estilo de vida ajudam a determinar e sustentar nosso microbioma. 
 
Também sabemos que a saúde do microbioma influencia o funcionamento do sistema imunológico, os níveis de inflamação e o risco de doenças tão variadas quanto depressão, obesidade, síndrome do cólon irritável, esclerose múltipla, asma e até câncer. 
 
O Instituto Nacional do Câncer  dos Estados Unidos revelou recentemente que certas bactérias do intestino regulam e “educam” o sistema imunológico de uma forma que pode ajudar a reduzir o crescimento de tumores.
 
Alem disso, as bactérias do intestino também ajudam a controlar a eficácia de certas terapias anticâncer consagradas. 
 
 
 
 

Também trabalham muito em favor de nossa fisiologia:  

  • Fabricam neurotransmissores e vitaminas que, do contrário, não conseguimos produzir; 
  • Colaboram para um funcionamento gastro intestinal normal; 
  • Propicia proteção contra infecções;
  • Regulam o metabolismo e a absorção de alimentos; 
  • E ajudam a controlar o equilíbrio da glicose no sangue. 
 
 Podem influenciar até nossa magreza ou nosso sobrepeso, nossa fome ou nossa saciedade. 
 
Uma das principais áreas que as bactérias intestinais nos ajudam a controlar é a permeabilidade do intestino. 
 
 

O que pode causar um microbioma intestinal doente? 

  • Dietas ricas em carboidratos refinados, açúcar e alimentos processados 
  • Dietas pobres em fibras, com glúten e óleos vegetais processados 
  • Estresse crônico 
  • Infecções crônicas
  • Antibióticos e outros medicamentos, como anti-inflamatório não esteroides e medicamentos contra refluxos ácidos. 
 
A camada de muco, que se renova de hora em hora, é crucial na manutenção da integridade do revestimento do intestino e no combate ao intestino permeável. 
 
Vem-se constando que as bactérias dessa camada dependem das fibras alimentares para prosperar, e é por esse motivo que devemos consumir carboidratos sob a forma de frutas e vegetais ricos em fibras. 
 
São carboidratos complexos cuja quebra é feita por bactérias do intestino. 
 
É isso mesmo: as bactérias benéficas do intestino usam as fibras que ingerimos como combustível para o próprio crescimento delas. 
 

Os probióticos são uma forma especializada de fibra alimentar que nosso corpo não consegue digerir, mas que as bactérias intestinais amam consumir, e são uma parte importante dessa dieta. 

 
Os probióticos são encontrados em muitas frutas e vegetais. 
 
Eles agem como uma espécie de fertilizante: estima-se que, para cada 100 gramas de probióticos consumidos, 30 gramas de bactérias são produzidas. 
 
Enquanto as bactérias do intestino metabolizam essas fibras, elas produzem substâncias chamadas ácidos graxos, que nos ajuda a continuar saudável. 
 
Além disso, esses ácidos graxos ajudam a regular a absorção de água e sódio e aumentam nossa capacidade de aproveitar cálcio e outros minerais importante. 
 
Na prática, reduzem o pH do intestino, o que inibe o crescimento de possíveis patógeno e bactérias nocivas. 
 
Aumenta a função imunológica e até ajudam a explicar por que algumas pessoas têm dificuldade para perder peso mesmo cortando calorias. 
 
A produção desses ácidos graxos funciona como um sinalizador para o cérebro de que o corpo já ingeriu comida o bastante. 
 
Essa sinalização, por sua vez, faz com que o alimento avance mais depressa pelo intestino, o que reduz a absorção de calorias. 
 
Por outro lado, quando os ácidos graxos estão em níveis baixos, o corpo pensa que não se alimentos o bastante, o que faz a comida avançar mais lentamente, permitindo que o corpo extraia mais calorias. 
 
A dieta tradicional fornece grande quantidade de calorias, mas pouca ou nenhuma fibra probiótic. Por isso, apesar de nossa enorme ingestão de calorias, o sistema digestivo acredita que estamos famintos! 
  
O corpo reage a essa sensação enganosa de fome extraíndo o máximo possível de calorias da comida. 
Isso pode representar uma das questões básicas por trás da obesidade.  
 
A maioria das pessoas consomem 5 gramas de fibras probióticas por dia, o que é muito pouco, enquanto que se estima que nossos ancestrais consumissem em média 120 gramas por dia. 
 
Foi demostrado recentemente, por exemplo, que a gliadina, uma proteína encontrada no glúten, pode levar a um aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica, da mesma forma que leva a um aumento da permeabilidade do intestino.  
 
Isso pode ajudar a explicar a relação entre os alimentos que contém glúten e os problemas neurológicos. 
 
Portanto, se você já achava ruim ter um intestino permeável, imagine só o que pode acontecer com um cérebro permeável! 
 
Como efeito, problemas na barreira na barreira hematoencefálica têm sido associados a Alzheimer, derrames, tumores cerebrais, esclerose múltipla, meningite, hidrofobia, convulsões e até autismo. 
 
 
Acredito que a ciência, cada vez mais, vai valorizar o poder das dietas, ricas em gorduras saudáveis e pobres em carboidratos, e os perigos de dietas, ricas em carboidratos e pobre em gorduras saudáveis. 
 
 

 

 

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